Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
...

I

 

Quando olho pra mim não me percebo.

Tenho tanto a mania de sentir

Que me extravio às vezes ao sair

Das próprias sensações que eu recebo.

 

O ar que respiro, este licor que bebo

Pertencem ao meu modo de existir,

E eu nunca sei como hei-de concluir

As sensações que a meu pesar concebo.

 

Nem nunca, propriamente, reparei

Se na verdade sinto o que sinto. Eu

Serei tal qual pareço em mim? serei

 

Tal qual me julgo verdadeiramente?

Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,

Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.

 

 

II

 

[...]

Isto de sensações só vale a pena

Se a gente se não põe a olhar pra elas.

Nenhuma delas em mim é serena...

 

De resto, nada em mim é certo e está

De acordo comigo próprio. As horas belas

São as dos outros, ou as que não há.

 

 

Opiário

 

[...]

Caio no ópio por força. Lá querer

Que eu leve a limpo uma vida destas

Não se pode exigir. Almas honestas

Com horas pra dormir e pra comer,

 

Que um raio as parta! E isto afinal é inveja.

Porque estes nervos são a minha morte.

Não haver um navio que me transporte

Para onde eu nada queira que o não veja!

 

Ora! Eu cansava-me do mesmo modo.
Queria outro ópio mais forte pra ir de ali

Para sonhos que dessem cabo de mim

E pregassem comigo nalgum lodo.

 

[...]

E afinal o que quero é fé, é calma,

E não ter essas sensações confusas.

Deus que acabe com isto! Abra as eclusas

E basta de comédias na minh'alma!

 

 

56

 

Ah, perante esta única realidade, que é o mistério,

Perante esta única realidade terrível - a de haver uma realidade,

Perante este horrível ser que é haver ser,

Perante este abismo de existir um abismo,

Este abismo de a existência de tudo ser um abismo,

Ser um abismo por simplesmente ser,

Por poder ser,

Por haver ser!

[...]

 

Com a substância essencial do meu ser abstracto

Que sufoco de incompreensível,

Que me esmago de ultra-transcendente,

E deste medo, desta angústia, deste perigo do ultra-ser,

Não se pode fugir, não se pode fugir, não se pode fugir!

 

Cárcere do Ser, não há libertação em ti?

Cárcere do pensar, não há libertação em ti?

Ah, não, nenhuma - nem morte, nem vida, nem Deus!

 

 

67

 

Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por atores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!

 

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

 

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros...

 

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...

Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

 

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

 

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?

Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

 

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjetividade objetiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

 

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

 

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente,
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células noturnamente conscientes
Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atômica das coisas,
Pelas paredes turbihonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...

 

 

107

 

Ah, a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar  no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro  melhor agora que passaram as horas dos encontros.
Faltei a todos, com uma  deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que eu  saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
É tarde para eu estar  em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à  mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o  cigarro seguinte... Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no  desencontro que é a vida.


Les Passants

 

L'enfant n'est fait que de fêtes
Le fait est que l'effet se reflète à sa capacité de prendre le fait tel qu'il est
Sans se référer à un système de pensée dans sa tête

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indicado por Patricia às 05:47
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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
Zaz (2010)

 

 
Dá-me uma suíte no Ritz, eu não quero! Joias da Channel, eu não quero!
Dá-me uma limusine, o que é que eu faria? Deem-me empregados, o que é que eu faria?
A mansão Neufchatel, isso não é para mim. Dá-me a Torre Eiffel, o que é que eu faria?
Eu quero amor, alegria, bom humor... não é o dinheiro que me trará felicidade
Eu quero morrer com a mão no coração
Juntos, descobrir a minha liberdade,
Portanto, esqueçam todos os vossos padrões,
Bem-vindo à minha realidade!
Estou cansada das boas maneiras, são muito para mim!
Eu como com as mãos, e eu sou assim!
Eu falo alto e sou sincera, desculpem-me!
Acaba a hipocrisia vou-me embora!
 
 
 
01. Les Passants
02. Je Veux
03. Le Long De La Route
04. La Fée
05. Trop Sensible
06. Prends Garde à Ta Langue
07. Ni Oui Ni Non
08. Port Coton
09. J'aime à Nouveau
10. Dans Ma Rue
11. Eblouie Par La Nuit
 
 
 


indicado por Patricia às 15:05
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
The concept is absurd. The idea that we can only be complete with another person is evil! Right?

 

- Quando somos mais jovens, nós acreditamos que vamos nos ligar a muitas pessoas. Mais tarde, percebemos que isso só acontece algumas poucas vezes. E a gente pode estragar tudo. Cruzar os fios... O mundo talvez seja menos livre do que imaginamos.

 

 

- É estranho. Um dia eu li meu diário de infância e fiquei surpresa ao perceber que eu lidava com a vida da mesma forma como hoje em dia. Eu tinha mais esperanças e era mais ingênua. Mas, no fundo, eu me sentia exatamente da mesma forma. Percebi que não mudei em nada.

 

 

- Acho que escrever aquele livro foi como construir algo que me impedisse de esquecer os detalhes do tempo. Algo que me lembrasse que realmente estivemos juntos. Que foi verdade, que realmente aconteceu.

- É bom saber disso, porque eu sempre pensei que eu fosse anormal por não conseguir seguir em frente. As pessoas tem um caso, ou até relacionamentos... terminam e simplesmente esquecem tudo. Mudam como trocam de cereal. Sinto que nunca fui capaz de esquecer as pessoas com as quais estive, porque cada uma tem suas qualidades. Não dá pra substituir ninguém. O que foi perdido está perdido. Cada relacionamento que termina me magoa. Nunca me recupero. Por isso tento ter cuidado quando me envolvo com alguém, dói demais. Eu evito até transar porque vou sentir saudades de coisas mundanas daquela pessoa. Tenho obsessão por pequenas coisas... talvez eu seja louca, mas quando era menina, minha mãe me disse que eu sempre chegava atrasada à escola. Um dia ela me seguiu para saber o motivo. Eu ficava vendo as castanhas caírem das árvores e rolarem na calçada ou as formigas atravessando... ou a sombra de uma folha num tronco de árvore. Pequenas coisas. Acho que acontece o mesmo com pessoas. Vejo pequenos detalhes tão específicos que me comovem de cada uma e sinto saudades depois. Não dá pra subtituir ninguém porque cada um é uma soma de belos detalhes...

 

 

- Achei melhor parar de romancear as coisas. Eu vivia sofrendo o tempo todo. Tenho muitos sonhos que não tem nada a ver com a minha vida afetiva. Isso não me entristece, as coisas são assim.

- É por isso que você tem um relacionamento com quem nunca está por perto?

- É, é óbvio que eu não sei lidar com o cotidiano de um relacionamento. Nós temos esses emocionantes momentos enquanto estamos juntos, e então quando ele viaja, eu sinto saudades... mas, pelo menos, eu não morro por dentro. Ter alguém sempre por perto me sufoca.

- Mas você disse que precisa amar e ser amada...

- Mas quando isso acontece, me dá enjôo. É um desastre. Só fico realmente feliz quando estou sozinha. Mesmo estando sozinha é melhor do que sentir solidão com alguém do seu lado. Para mim, não é fácil ser romântica. Você começa assim mas depois de se dar mal algumas vezes você se esquece dos seus devaneios infantis e aceita o que a vida lhe dá. Isso nem é verdade. Eu não me dei mal. Só tive muitas relações sem graça. Eles não foram cruéis. Me amaram... mas não havia uma ligação nem emoção, pelo menos não da minha parte. Não é nem isso... eu estava bem até ler seu maldito livro! Mexeu comigo... me fez lembrar de como eu era romântica, de como eu tinha esperança. Agora é como se eu não acreditasse mais no amor. Não sinto mais nada pelas pessoas. De alguma forma, eu coloquei todo o meu romantismo em uma única noite e nunca mais fui capaz de sentir tudo aquilo de novo. Me fez sentir fria, como se não existisse amor para mim. Realidade e amor são contraditórios para mim. É estranho... todos os meus ex-namorados estão casados. Os homens saem comigo, nós terminamos e eles se casam. Depois, ele ligam e agradecem porquem lhes ensinei o que é o amor e eu os ensinei a amar e respeitar as mulheres. Quero matá-los! Porque eles não ME pediram em casamento? Eu teria recusado, mas pelo menos poderiam ter pedido. Mas é minha culpa! Eu sei que é minha culpa porque eu nunca senti que era o homem certo. Nunca! Mas o que significa o "homem certo"? O amor da sua vida? Esse conceito é absurdo! A idéia de que nós só nos completamos com outra pessoa...é absurdo! Eu acho que sofri demais e me recuperei. Então agora não faço mais força alguma. Sei que não vai dar em nada. Não adianta nada...

- Estou tão feliz por estar aqui. De verdade. Estou muito contente que você não se esqueceu de mim...

- Não, eu não esqueci...e isso me irrita! Você vem a Paris, todo romântico... e casado. Então, dane-se. Não me entenda mal. Não estou tentando conquistá-lo. A última coisa que eu preciso agora é um homem casado. Muitas coisas aconteceram que nem tem a ver com você mais... é sobre aquele momento no tempo que se foi para sempre. Eu não sei...

- Eu estou realmente feliz por te ver mesmo você tendo se tornado uma ativista paranóica e maníaco-depressiva...eu ainda gostei de ter você do meu lado!

 

 
- Me deixe perguntar só uma coisa...você coloca o nome para cada cara que vem aqui?
- Claro que sim... o que você acha? Que eu compus essa música para você? Ficou louco?

 



indicado por Patricia às 02:57
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
...


indicado por Patricia às 02:32
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Domingo, 1 de Abril de 2012
Tema para...o Desconhecido

...

O amor é meu, o coração é meu
De mão beijada entrego a quem quiser
Eu só queria ter um bem
Faz de conta que eu já tenho alguém
E que esse alguém também me quer
O lugar é meu, o coração é meu
E aqui estou pro que der e vier
E pouco importa
As pedras do caminho e a felicidade
Se a minha sorte
A dura caminhada é a minha realidade


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indicado por Patricia às 14:57
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Terça-feira, 27 de Março de 2012
Like emptiness in harmony...
...
Every day's an endless stream
Of cigarettes and magazines.
And each town looks the same to me, the movies and the factories
And every stranger's face I see reminds me that I long to be
Homeward bound...

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indicado por Patricia às 01:17
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012
Umshini Wam: Curta de H. Korine
...
"...não é um filme fácil de se gostar, tal como o próprio agrupamento musical sul-africano, mas possui ainda assim algumas passagens de maior dimensão dramática entrecortadas com momentos de subtil (ou nem tanto assim) comédia e verdadeiro nonsense."

Link original: http://ilicito.net/


indicado por Patricia às 12:06
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...

.

De querer arrancar o coração fora...

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indicado por Patricia às 01:05
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Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Céu
...

 

CéU (2005)

 

 

01. Vinheta Quebrante 

02. Lenda 

03. Malemolencia 

04. Roda 

05. Rainha 

06. 10 Contados 

07. Vinheta Dorival 

08. Mais um Lamento 

09. Concrete Jungle 

10. Veu da Noite 

11. Valsa pra Biu Roque 

12. Ave Cruz 

13. O Ronco da Cuica 

14. Bobagem 

15. Samba na Sola

 

DOWNLOAD

 

Remixed EP (2007)

 

 

01. Roda (Bombay Dub Orchestra’s Grateful Dub Radio Mix) 
02. Malemolencia (1000Grau Martins Remix) 
03. Rainha (ZAMAN 8′s Cadence Remix) 
04. Lenda (Eidetaker Encanto Mix) 
05. Malemolencia (Instituto Remix)
06. Roda (Bombay Dub Orchestra’s Grateful Dub Mix) (Full Version)
07. Rainha (Mark de Clive Lowe Remix)

 

DOWNLOAD

 

Vagarosa (2009)

 

 

01. Sobre o amor e seu trabalho silencioso

02. Cangote

03. Comadi

04. Bubuia (com Anelis Assumpção e Thalma de Freitas)

05. Nascente

06. Grains de Beauté

07. Vira lata (com Luiz Melodia)

08. Papa

09. Ponteiro

10. Cordão da insônia

11. Rosa menina Rosa (com Los Sebosos Postizos)

12. Sonâmbulo

13. Espaçonave

 

DOWNLOAD

 

Caravana Sereia Bloom (2012)

 

 

01. Falta de Ar 

02. Amor de Antigos 

03. Asfalto e Sal 

04. Retrovisor 

05. Teju Na Estrada 

06. Contravento 

07. Palhaço 

08. You Won't Regret It 

09. Sereia 

10. Baile de Ilusão 

11. Fffree

12. Streets Bloom 

13. Chegar Em Mim

 

DOWNLOAD

 

...

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indicado por Patricia às 10:52
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Domingo, 4 de Março de 2012
Mundo Livre S/A - Samba Esquema Noise (1994)
Olha, olha, olha
Olha, meu olhar mais fundo
Entra, entra, entra
Senta, bem vinda ao novo mundo
...

 

 

 

01. Manguebit

02. A Bola do Jogo

03. Livre Iniciativa

04. Saldo de Aratú

05. Uma Mulher com W... Maiúsculo

06. Homero, o Junkie

07. Meu Esquema

08. Super Homem Plus

09. Ligação Direta

10. Lourinha Americana

11. 6h30am, um abraço!

12. Batedores

13. Minha Galera

14. Garota de Ipanema

 

DOWNLOAD

 

link original: http://coisadenego.blogspot.com/

 

...

Às vezes uma voz interior insiste no futuro
Aí é quando se cai na gargalhada
Porque é o seu futuro

O futuro é uma câmara de gás!



indicado por Patricia às 02:02
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